"Uma realização: a primeira clínica de medicina hiperbárica de Sorocaba."
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Médicos sorocabanos representam região em encontro sobre segurança de mergulhadores e medicina hiperbárica

12 de abril de 2019 6:05 pm

Dra. Daniela Flores e Dr. Camilo Saraiva, da clínica Oxicenter, integram grupo responsável por discutir e implementar medidas de segurança em mergulhos.

Dois médicos sorocabanos participam como convidados e palestrantes do 13º Curso de Medicina Hiperbárica e Subaquática da DAN Brasil, organização de pesquisa, sem fins lucrativos, dedicada à segurança e à saúde de mergulhadores.

Dra. Daniela Flores e Dr. Camilo Saraiva, da clínica Oxicenter, de Sorocaba (SP), são médicos hiperbaristas e fazem parte do seleto grupo de médicos brasileiros voluntários da DAN Brasil, que atua em casos de emergências e acidentes envolvendo mergulhadores em todo o país. Além deles, apenas mais quatro médicos integram a equipe.

Durante o encontro, os especialistas sorocabanos tratarão de assuntos ligados ao atendimento e ao tratamento de mergulhadores, e um dos temas é a doença descompressiva, explicada pela Dra. Daniela Flores. “Quando respiramos, nosso corpo retém todos os gases presentes na atmosfera, como: oxigênio, nitrogênio e gás carbônico. No entanto, em ambientes pressurizados, como durante um mergulho, a velocidade da absorção desses gases é muito mais rápida, já que é proporcional ao aumento da pressão”, ilustra. “Assim, o nitrogênio, gás presente no ar atmosférico, quando respirado sob pressão, acaba acumulando no sangue, pois não é metabolizado pelo organismo, como ocorre com o oxigênio”.

A médica explica que, quando o mergulhador retorna à superfície muito rapidamente, o nitrogênio diluído no sangue e nos tecidos (coluna vertebral e articulações, por exemplo) pode formar bolhas, causando a doença descompressiva, que pode causar desde dores articulares e manchas na pele, por exemplo, até paralisia dos membros, alterações na coordenação motora e perda de consciência (desmaio), nos casos mais graves.

O curso visa ampliar o número de médicos familiarizados com os sinais e os sintomas do mal descompressivo e também de outras doenças e necessidades médicas relativas ao mergulho. “O acidente de mergulho é raro e o diagnóstico é exclusivamente clínico. Por isto, há certo desconhecimento por parte dos médicos, o que retarda o início do tratamento adequado, reduzindo as chances de uma recuperação mais rápida e completa do acidentado”, destaca Dra. Daniela.

Tratamento especializado

A doença descompressiva é tratada com a oxigenoterapia hiperbárica, terapia em que o paciente respira oxigênio puro em uma câmara pressurizada. “Na oxigenoterapia hiperbárica, o oxigênio é concentrado em 100% e pressurizado a, aproximadamente, 3 atm. No ar que respiramos, o oxigênio é concentrado a cerca de 20% e a uma pressão média de apenas 1 atm. Nestas condições especiais, a oxigenoterapia hiperbárica atua acelerando a eliminação do nitrogênio acumulado no sangue e nos tecidos, além de frear a formação de novas bolhas”, explica a especialista da Oxicenter.

Dr. Camilo e Dra. Daniela integram o grupo da chamada Hot Line, meio de comunicação da DAN, responsável por orientar profissionais de saúde que se deparem com situações emergenciais de acidentes com mergulho no Brasil.

O curso será realizado no auditório do Hospital Santa Cruz, em São Paulo SP, entre os dias 2 a 4 de setembro de 2016. Informações e inscrições, pelo site: www.danbrasil.org.br.