"Uma realização: a primeira clínica de medicina hiperbárica de Sorocaba."
Unidade Sorocaba
(15) 3418-4560

Medicina Hiperbárica

A Medicina Hiperbárica é o ramo da Medicina responsável pelo estudo, pelas normas de prevenção e segurança e pelo tratamento de todas as patologias causadas pelos ambientes pressurizados; como também todas as situações patológicas que se beneficiam com oxigênio sob pressão.

O ser humano sempre se sentiu atraído pelo fascínio exercido pelo mar, e na tentativa de provar novos riscos e desafiar o perigo desde épocas remotas se aventurou na atividade de mergulho.

Ao pesquisar livros da história antiga, observamos que já por volta de 4.500 antes da era cristã já existiam homens que se dedicavam a esta atividade com intuito de buscar alimentos, atividades comerciais através da coleta de pérolas e conchas, e também com finalidade bélica, para danificar naus inimigas. Relatos históricos revelam que o imperador Xeres, por volta de 400 antes de Cristo mandava seus mergulhadores atacar e sabotar embarcações inimigas.

Com a possibilidade desses homens em se manter por um tempo mais prolongado submersos, e em profundidades cada vez maiores, começou-se a perceber algumas alterações físicas até então desconhecidas.

Coube a Aristóteles, em 300 antes de Cristo, o primeiro relato sobre a descrição da ruptura de membrana timpânica em mergulhadores da época, o que hoje sabemos ser o barotrauma de ouvido médio.

Porem alguns séculos se passaram, ocorrendo com certeza inúmeros acidentes de descompressão, inclusive com muitas mortes e incapacitações físicas, até que no ano de 1670 Robert Boyle utilizando-se de cobras como cobaias, colocadas dentro de caixas hermeticamente fechadas e pressurizadas com bombas pneumáticas, após descompressões bruscas, constatou o aparecimento de bolhas de gás na câmara anterior dos olhos desses animais.

Desse modo, foi o primeiro relato conhecido sobre os efeitos deletérios da descompressão brusca.

Quase 150 anos mais tarde, Lorde T. Alejandro Cochrane desenvolveu um sistema pneumático que permitiu ao engenheiro francês, Triger, em 1841, fazer a primeira descrição de toda sintomatologia da doença descompressiva, em trabalhadores de uma mina de carvão que se utilizavam dos “caixões pneumáticos” no intuito de se evitar as inundações do local de trabalho.

No ano de 1878 o fisiologista francês, Paul Bert publicou sua obra “A Pressão Barométrica” eternizada na literatura da Medicina Hiperbárica, na qual relata que os sintomas anteriormente descritos sobre a doença hiperbárica são decorrentes da formação de bolhas de nitrogênio nos tecidos, após descompressão descontrolada.

Descreve também o chamado Efeito Paul Bert “, que é a intoxicação do sistema nervoso central pela ação do oxigênio pressurizado”.

Na história da Medicina Hiperbárica houve um cientista brasileiro, mundialmente conhecido e reconhecido como tendo contribuído em muito para o desenvolvimento desta área médica. Infelizmente totalmente desconhecido para nós, brasileiros.

Estou me referindo ao Dr. Álvaro Ozório de Almeida (1882 – 1952), médico sanitarista, Diretor de Higiene e Saúde Pública na cidade do Rio de Janeiro.

Após um período de estudos no Instituto Pasteur em Paris, o Dr. Álvaro retornou à cidade do Rio de Janeiro e montou seu centro de pesquisas e tratamentos em câmara hiperbárica no Hospital Gaffrée e Guinle.

Em 1934 publicou seu primeiro trabalho sobre a intoxicação do oxigênio hiperbárico e em pacientes portadores de câncer, submetidos à radioterapia e oxigenoterapia hiperbárica.

Publicou também, brilhantes trabalhos na área de Medicina Hiperbárica, em tratamento coadjuvante em queimaduras, gangrena gasosa e nos lepromas de portadores de Doença de Hansen.Este foi sem dúvida nenhuma um grande salto científico da Medicina Hiperbárica.

O segundo grande salto, ocorreu em 1956, quando o médico holandês, Dr. Ite Boerema após várias experiências realizadas em porcos, publicou no Journal Cardiovascular Surgery o trabalho intitulado “Life Without Blood”.

Durante todos esses anos centenas de trabalhos foram publicados, mostrando e comprovando a toda classe médica os efeitos e benefícios da Medicina Hiperbárica.

A Oxigenoterapia Hiperbárica é a parte da Medicina Hiperbárica que se utilizada das câmaras hiperbáricas para tratamento de todas as situações patológicas indicadas para tal, com o paciente em seu interior respirando oxigênio puro (aproximadamente 100% de pureza).