"Uma realização: a primeira clínica de medicina hiperbárica de Sorocaba."
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Atletas de alto desempenho tratam lesões musculares com oxigênio puro

12 de abril de 2019 6:00 pm

Oxigenoterapia hiperbárica também ajuda na recuperação de cirurgias, cicatrização de feridas e no tratamento de doenças.

 Dia após dia surgem novas tecnologias ligadas à medicina. Cirurgias realizadas por computador, tratamento com células tronco, novos antibióticos e nanotecnologia já são realidade em hospitais e clínicas de referência e, aos poucos, vão se popularizando. Mas você sabia que o simples ato de respirar oxigênio puro, em condições especiais, pode contribuir, e muito, para a recuperação de lesões musculares, além de ajudar na cicatrização de feridas e no tratamento de doenças, como infecções ósseas?

Trata-se de uma terapia, ainda pouco conhecida no Brasil e de nome complicado, mas de funcionamento relativamente simples. É a oxigenoterapia hiperbárica, técnica representada pela sigla OHB, que consiste em respirar oxigênio puro, em pressão superior à atmosférica, dentro de uma câmara própria. Não adianta, por exemplo, correr para dentro da mata e encher os pulmões de ar fresco. Para surtir efeito, o oxigênio precisa estar a uma concentração de 100% dentro dessa câmara especial e pressurizada, ou seja, cerca de cinco vezes mais do que o ar que normalmente respiramos.

Dra. Daniela Flores, médica hiperbarista da clínica Oxicenter, com unidades em Sorocaba e Itu (SP), explica que a técnica é largamente utilizada por atletas em outros países, como o Japão e os EUA, na recuperação das lesões pós-traumáticas, como torções, inflamações musculares e estiramentos. “Nas últimas décadas, os esportes altamente competitivos têm propiciado, não somente o aumento do número de lesões, como a gravidade delas e isto ao mesmo tempo em que os esportistas necessitam, cada vez mais, de recuperação rápida e retorno às atividades”, comenta.

Por este motivo, a OHB, que pode ser utilizada para tratar várias doenças, acabou popularizando-se no meio esportivo, segundo as observações do especialista japonês Kazuyoshi Yagishita, que é pesquisador da Universidade de Tóquio e Ph.D. em oxigenoterapia hiperbárica, reconhecido como um dos maiores estudiosos do tema no mundo. “Realizando diversas pesquisas no Japão, com atletas que sofreram lesões, como torções e rupturas de ligamentos ele constatou que há significativa melhora e aceleração da recuperação em 100% dos casos em que houve a realização da oxigenoterapia hiperbárica. Por este motivo, o tratamento é tão difundido no meio”, relata Dra. Daniela.

A especialista conta que a melhora mais rápida do atleta submetido ao tratamento ocorre, pois, a maior oxigenação dos tecidos lesionados faz com que as células do corpo, responsáveis pela cicatrização, entrem em ação, com mais agilidade e força. “A OHB contribui para potencializar a formação de novos vasos sanguíneos e, também, para a proliferação dos fibroblastos, que são as células que produzem e organizam o colágeno, que dão elasticidade à pele e estimulam a cicatrização”, afirma. Outra vantagem da OHB no meio esportivo é que não utiliza nenhum produto químico, que possa interferir nos exames antidoping.

Atletas de ponta apostam na OHB

Atletas da elite mundial do esporte utilizam a oxigenoterapia hiperbárica como forma de acelerar a recuperação do corpo, após competições desgastantes ou lesões. O nadador estadunidense Michael Phelps fez sessões de OHB, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Neste sentido a Oxigenoterapia parece reduzir o tempo de recuperação após exercícios exaustivos, mas ainda são necessários mais estudos para confirmar este efeito.

Durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, a seleção japonesa, que se hospedou em Itu (SP), firmou parceria com a Oxicenter, para o tratamento dos atletas. Eles tiveram à disposição, caso fosse necessário, toda a tecnologia para a aplicação da oxigenoterapia hiperbárica, muito popular no Japão onde é utilizada em atletas das mais variadas modalidades, quando sofrem lesões musculares ou de ligamentos durante treinos ou competições.

Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), desde 1995, a partir de 2010, a oxigenoterapia hiperbárica também foi incluída pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no rol de procedimentos com cobertura obrigatória por todos os planos de saúde para algumas patologias, como é o caso de feridas em pés diabéticos. Muitos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de ações judiciais, também já têm conseguido atendimento gratuito para o tratamento.

A Oxicenter fica na Rua Martinica, nº 265, Jardim América, em Sorocaba e na Rua Joaquim Bernardes Borges, nº 433, Centro, em Itu. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (15) 3418-4560 e (11) 2429-3026 ou pelo site: www.oxicenter.com.br.